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Inadimplência: entenda as principais causas, as consequências e saiba como evitar

O endividamento afeta a vida financeira e o bem-estar emocional e social. Veja como sair dessa condição.

Atualizado em: 29 de janeiro de 2026

Categoria Negociar dívidaTempo de leitura: 12 minutos

Texto de: Time Serasa

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Em dezembro de 2025, mais de 81 milhões de brasileiros estavam endividados, segundo o Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas no Brasil, levantamento mensal feito pela Serasa que analisa dados de milhões de consumidores para indicar tendências e padrões de inadimplência em diferentes regiões e setores da economia. 

 A inadimplência é uma condição comum em contextos econômicos diversos, e pode trazer prejuízos imensuráveis para cidadãos, empresas e mesmo países. Neste artigo, entenda as principais causas e consequências dessa condição, e saiba como evitar o endividamento. 

O que é inadimplência

A inadimplência ocorre quando uma pessoa ou empresa deixa de cumprir uma obrigação financeira dentro do prazo de vencimento. Esse atraso pode acarretar uma série de consequências negativas para o devedor e, em larga escala, afeta credores e toda a economia do país. 

Dados mais recentes da inadimplência no Brasil*

  • ●  Em dezembro de 2025, quase 49,77% da população brasileira ativa economicamente estava endividada. 
  • ●  A inadimplência é mais comum entre pessoas de 26 a 60 anos (69%). 
  • ●  As mulheres são a maioria entre os inadimplentes: 50,4%. 
  • ●  As populações com maior porcentagem de endividados estão no Amapá (66,02%), Distrito Federal (61,84%) e Amazonas (58,25%). 

* Fonte: Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas Serasa | Edição de dezembro 2025 

Quais são as principais causas de inadimplência

A inadimplência pode ocorrer por diferentes motivos, mas costuma estar ligada ao descontrole financeiro ou a situações não planejadas. Entre as causas mais comuns que levam à inadimplência estão:  

  • ●  desemprego e redução de renda; 
  • ●  aumento não planejado do custo de vida; 
  • ● despesas inesperadas e imprevistos que fazem a pessoa gastar mais do que recebe, como doença, viagem de urgência ou reparos na casa; 
  • ●  falta de planejamento financeiro, de controle dos gastos e má gestão do dinheiro; 
  • ●  uso inadequado do crédito, especialmente com juros do rotativo do cartão de crédito

Leia também | Como limpar o nome em 3 passos simples com a Serasa 

Como a inadimplência afeta a vida do devedor

A inadimplência impacta a vida do devedor em quase todas as esferas. Ela extrapola o lado financeiro e traz uma série de consequências negativas também para o dia a dia e para a qualidade de vida da pessoa e de sua família. 

Veja as principais consequências do endividamento: 

Negativação do nome

Quando as contas começam a atrasar, os credores podem informar os órgãos de proteção ao crédito, como Serasa, e cadastrar o CPF do devedor. Isso significa que a pessoa terá restrição de crédito por causa de uma ou mais dívidas. Essa negativação do nome pode impedir o acesso a diversos serviços, como obtenção de crédito e possibilidade de negociação. 

Redução da pontuação de crédito

O registro de dívidas e pendências tem peso de 33% no cálculo do Serasa Score, pontuação de crédito que vai de 0 a 1000. Sendo assim, a inadimplência impacta o índice que sinaliza para as empresas e instituições financeiras se os riscos de ceder crédito a uma pessoa são baixos ou altos. 

Dificuldade para obter crédito

A inadimplência pode trazer obstáculos para a obtenção de novos cartões de crédito, empréstimos em geral e até financiamento imobiliário. Quem estiver planejando comprar uma casa própria, por exemplo, pode acabar esbarrando no acesso ao auxílio financeiro bancário. 

Dificuldade de alugar uma casa e ter acesso a serviços essenciais

Mesmo que o plano não seja comprar um imóvel, a pessoa inadimplente também pode encontrar dificuldades para alugar uma casa nova. Isso porque as dívidas podem respingar nos contratos de locação e até na contratação de serviços básicos, como telefonia e internet. 

Risco de penhora de bens e da conta bancária

A inadimplência pode levar a ações judiciais que trazem consequências graves ao devedor, inclusive com risco de penhora de bens ou bloqueio de contas bancárias. Além disso, a possibilidade de negociação é reduzida de forma considerável. 

Impacto na saúde psicológica e até física

A inadimplência não impacta só a conta bancária. Pode afetar também a qualidade de vida e a saúde emocional do devedor, gerando estresse e ansiedade. O bem-estar psicológico tem relação muito mais próxima com a saúde financeira do que se imagina, e pesquisas têm apontado isso. Em 2022, o estudo Perfil e Comportamento do Endividamento Brasileiro, produzido pelo Instituto Opinion Box em parceria com a Serasa, apresentou os seguintes resultados: 

  • ●  83% dos entrevistados afirmaram ter insônia causada pela preocupação com as dívidas. 
  • ●  74% alegaram problemas de concentração para realizar tarefas diárias em consequência do endividamento. 
  • ●  63% sentiram o impacto das dívidas no relacionamento com familiares. 
  • ●  36% disseram ter se afastado dos amigos por conta da falta de dinheiro e das dívidas.  
  • ●  51% dos entrevistados afirmaram sentir vergonha por conta da inadimplência. 
  • ●  53% dos endividados sentiram muita tristeza e medo do futuro. 

Leia também | Como a crise financeira pode afetar a sua saúde mental 

4 dicas para evitar a inadimplência e manter o nome limpo

Não existe segredo: a inadimplência se resolve com planejamento financeiro, controle dos gastos e uso consciente do crédito. A adoção de medidas simples pode garantir uma vida financeira mais saudável e evitar problemas futuros. Confira quatro dicas financeiras para ajudar nesse processo. 

  1. Negocie com credores 

    O primeiro passo para resolver a inadimplência é procurar o credor e tentar a negociação das dívidas. Em geral, instituições e empresas estão abertas a propostas de quem tem interesse em pagar débitos, melhorando muito as condições de pagamento, reduzindo juros e ampliando o número de prestações. O ideal, aqui, é negociar parcelas que caibam no orçamento para resolver o problema e não criar outro. 


  2. Faça controle dos gastos 

    Conhecer sua realidade financeira é essencial para sair da inadimplência. Saiba o valor exato que ganha e gasta todos os meses e, a partir daí, faça um planejamento detalhado, priorizando o pagamento das dívidas. É importante fazer os gastos caberem no orçamento, para isso, evite aqueles desnecessários e as compras impulsivas, reduzindo tudo o que for possível. 


  3. Crie o hábito de poupar um pouco a cada mês 

    Outra boa estratégia para sair do endividamento é evitar gastar todo o salário. Procure separar uma porcentagem todos os meses e não mexa nesse dinheiro. Ao fim de alguns meses, você terá uma poupança que pode servir como reserva de emergência, o que é imprescindível na hora de lidar com imprevistos e despesas inesperadas, como emergências médicas, reparos na casa ou perda de emprego. 


  4. Faça uso consciente do crédito 

    Utilize o crédito de forma consciente. Isso envolve pagar as contas sempre em dia, controlar o uso do cartão de crédito para não precisar entrar no rotativo e evitar novas dívidas enquanto as velhas contas ainda estiverem em aberto. Manter o controle dos gastos é um passo mais importante do que se imagina. 

Impactos do endividamento no comportamento dos brasileiros - com Valéria Meirelles

Como regularizar sua inadimplência com o Serasa Limpa Nome Online

O Serasa Limpa Nome Online é um parceiro fundamental para quem quer sair da inadimplência. Pela plataforma da Serasa, é possível negociar dívidas com até 90% de desconto, 24 horas por dia, de forma 100% digital e segura.  

Passo a passo para sair da inadimplência:

  1. Acesse o Serasa Limpa Nome pelo site ou aplicativo da Serasa, disponível para iOS e Android

  2. Consulte seu CPF e confira as dívidas existentes. 

  3. Compare as ofertas de desconto e parcelamento. 

  4. Escolha a melhor opção para seu bolso. 

  5. Pague o acordo e acompanhe a regularização da sua situação. 

Perguntas frequentes sobre inadimplência

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