Comprar TV nova: como escolher sem comprometer o orçamento
Comprar TV nova: como escolher sem comprometer o orçamentoData de publicação 11 de setembro de 202611 minutos de leitura
Atualizado em: 11 de setembro de 2026
Categoria CréditoTempo de leitura: 10 minutosTexto de: Time Serasa
Quando o assunto é dinheiro, a palavra "proventos" pode aparecer em contextos diferentes e, por isso, gerar dúvidas. Normalmente, ela costuma aparecer no holerite de um trabalhador e na caderneta de um investidor.
Entender a diferença em cada cenário é importante tanto para quem deseja interpretar corretamente o contracheque quanto para quem busca aumentar o patrimônio por meio dos investimentos.
No contexto dos investimentos, proventos são os rendimentos que são distribuídos aos investidores que possuem determinados ativos. Trata-se de uma parcela dos lucros e resultados obtidos pelo negócio ao longo de determinado período.
Essa distribuição acontece como forma de recompensa às pessoas que aplicam seu dinheiro na empresa, permitindo que o negócio invista em novos projetos e cresça.
Porém, nem todos os investimentos do mercado preveem o pagamento de proventos. Os mais comuns são:
fundos imobiliários (FIIs);
BDRs (Brazilian Depositary Receipts), também conhecidos como certificados de depósitos de valores mobiliários;
ETFs (Exchange Traded Funds) ou fundos de índice.
No contexto trabalhista e da folha de pagamento, os proventos representam todos os valores que a empresa deve ao trabalhador. Em outras palavras, são as verbas que compõem o salário bruto antes da aplicação dos descontos.
Os proventos listados no holerite englobam o salário fixo relativo ao cargo e os valores variáveis conquistados ao longo do mês. Os exemplos mais comuns incluem:
Salário-base: o valor fixo estipulado em contrato pelo cargo ocupado.
Hora extra: pagamento pelas horas trabalhadas além da jornada normal.
Adicionais (insalubridade, periculosidade e noturno): pagamento especial para os trabalhadores que atuam em cargos especiais.
Comissões e gratificações: valores pagos por desempenho ou metas atingidas.
Gorjetas: valores recebidos diretamente dos clientes ou que são repassados pelo empregador.
Descanso Semanal Remunerado (DSR): pagamento do dia de descanso (domingo).
Importante: o total dos proventos não corresponde necessariamente ao valor que será depositado na conta, pois é necessário considerar os descontos.
Os proventos são os valores que são adicionados à remuneração do trabalhador, enquanto os descontos são os valores que são subtraídos.
De forma geral, os descontos são divididos em duas categorias:
Para formar o salário líquido, deve-se subtrair o total dos descontos do valor total dos proventos. Exemplo: se um trabalhador possui R$ 4.000 em proventos e R$ 500 em descontos, seu salário líquido será de R$ 3.500.
No mercado financeiro, os proventos podem assumir diferentes formas, e cada uma delas funciona de maneiras diferentes para o investidor. Conheça os principais tipos:
Os dividendos são uma parcela dos lucros que uma empresa distribui aos seus investidores. O valor recebido depende da quantidade de ações que o investidor possui e do valor aprovado pela companhia para distribuição.
O pagamento pode ocorrer em forma de dinheiro ou ações, podendo ocorrer de forma mensal, trimestral ou semestral, e os dividendos são isentos de Imposto de Renda.
De acordo com a Lei das Sociedades por Ações (Lei nº 6.404/1976), a empresa que registra lucro precisa distribuir um mínimo de 25% aos acionistas. No entanto, essa porcentagem pode variar dependendo do estatuto da empresa.
Os juros sobre capital próprio (JCP) também são uma forma de remuneração dos investidores, como os dividendos, mas eles possuem características contábeis e tributárias próprias
Para a empresa, o JCP é contabilizado como uma despesa financeira, o que reduz o valor que ela terá de pagar de Imposto de Renda. Para o investidor, o JCP não é isento de imposto e uma alíquota de 15% é retida na fonte antes do valor ser creditado na conta.
A bonificação ocorre quando a empresa entrega novas ações aos seus acionistas.
As empresas costumam guardar uma parte do lucro para outras finalidades e, eventualmente, podem transformar esse valor em ações e distribuí-las para os investidores.
Os direitos de subscrição são os proventos que a empresa oferece aos investidores para que eles possam adquirir novas ações antes do público geral por um valor mais baixo.
Desta forma, a empresa permite que o investidor mantenha sua participação inalterada no quadro de acionistas ao emitir novas ações. Caso o investidor não queira comprar novos ativos, os seus direitos de subscrição podem ser vendidos no mercado, da mesma forma como as ações são negociadas.
No entanto, os direitos de subscrição possuem prazo de validade definido no estatuto social da empresa ou nas condições da oferta, e não pode ser menor do que 30 dias.
O processo de pagamento dos proventos depende do tipo de investimento e das regras definidas pela gestão da empresa. Normalmente, a distribuição dos lucros é proporcional à quantidade de ações de cada investidor.
Em relação ao período de pagamento, o investidor precisa ter atenção a algumas datas importantes:
Data de declaração: dia em que a empresa faz o anúncio que terá distribuição de proventos e informa os detalhes.
Data de registro: dia em que a empresa registra todos os investidores que poderão receber parte do lucro.
Data "com": indica o último dia que o investidor precisa ter o ativo em sua carteira para garantir o direito ao recebimento do provento.
Data "ex" ou "ex-dividendo": é o dia seguinte à data "com" e marca o dia que o ativo passa a ser negociado sem direito ao provento.
Data de pagamento: é o dia em que o dinheiro é creditado aos investidores elegíveis.
A tributação dos proventos varia de acordo com o ativo:
Dividendos: de acordo com a Lei nº 15.270/2025, a partir de janeiro de 2026, os proventos recebidos de uma mesma empresa até R$ 50 mil mensais continuam isentos do imposto, mas, ao superar esse limite, haverá retenção de 10% na fonte sobre o valor total distribuído naquele mês.
Juros sobre capital próprio: a tributação é fixa de 15% direto na fonte antes de ser repassado ao investidor.
Bonificações: são isentos, mas devem ser incluídos na declaração do Imposto de Renda.
Direitos de subscrição: se houve o exercício do direito, deve-se calcular o novo preço médio do estoque de ativos para fazer a declaração do imposto. Esse preço deverá ser ajustado segundo o preço de emissão. Na declaração, deve-se informar o novo preço médio, a nova quantidade de ativos e o valor do custo de aquisição. No caso de venda dos direitos, o investidor deve calcular a alíquota de 15% sobre o valor líquido da venda.
Sim, é possível construir uma estratégia para gerar renda com proventos, mas isso dependerá:
Além disso, não existe garantia que os proventos terão o mesmo valor todos os meses ou que serão suficientes para sustentar o investidor no longo prazo.
Uma estratégia que pode ser utilizada é investir aos poucos em ativos que geram proventos e reinvestir os valores recebidos. Com o passar do tempo, é possível aumentar a quantidade de ativos que geram renda e, consequentemente, o volume de proventos recebidos.
Contudo, é importante ter atenção a alguns pontos para garantir um bom funcionamento da estratégia:
Não escolha os investimentos apenas pelo valor dos proventos. É importante que as escolhas sejam feitas de acordo com seu perfil de investidor.
Pesquise detalhes das empresas antes de investir em seus ativos e se ela está regular na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Diversifique a carteira para distribuir o seu dinheiro e evitar grandes perdas financeiras caso algo aconteça.
Invista em educação financeira para manter o orçamento organizado, evitar dívidas, criar uma reserva financeira e aprender mais sobre investimentos para manter a constância.
Caso precise de ajuda para criar um plano de investimento para, no futuro, viver de proventos recebidos, procure a ajuda de um consultor de investimentos ou um planejador financeiro.
Para manter a constância nos investimentos, é importante aprender a organizar o orçamento, quitar ou evitar dívidas e criar uma reserva financeira para emergências. Isso ajuda a evitar que você retire o dinheiro aplicado para lidar com um pagamento esquecido ou que surgiu de última hora.
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