R$ 1100,00
de moradia (aluguel, condomínio, financiamento)
Atualizado em: 29 de julho de 2026
Categoria Consultar ScoreTempo de leitura: 15 MinutosTexto de: Time Serasa
Morar sozinho é um passo importante da vida adulta, mas que não deve ser precipitado. Junto à conquista da liberdade vem a responsabilidade de ser o único responsável pelas contas da casa, o que é um grande um desafio.
Por isso, a transição da casa dos pais ou de uma vida compartilhada para o momento de viver sozinho deve ser feita com estratégia e planejamento financeiro.
Neste guia, reunimos dicas para morar sozinho: como começar a planificar, o que comprar e quais custos prever.
Legalmente, é possível morar sozinho aos 18 anos, com a maioridade. Entretanto, entre os 16 e os 18 anos incompletos um jovem pode morar sozinho com a autorização e o suporte dos pais, que continuam sendo responsáveis pelo seu sustento.
Apenas nos casos de emancipação é que jovens a partir de 16 anos podem assinar contratos e morar sozinhos sem precisar de nenhuma autorização.
Antes de qualquer decisão, é importante considerar sua renda mensal total e listar seus gastos pessoais indispensáveis. Use planilhas de orçamento para facilitar.
Escolha uma região para morar e pesquise o valor dos aluguéis.
Faça o exercício de simular quanto custariam as despesas fixas mensais de morar sozinho. Considere gastos como aluguel, condomínio, internet, luz, gás e alimentação.
O começo é mais desafiador financeiramente. É preciso considerar a compra dos primeiros móveis, eletrodomésticos e artigos para a casa. Faça um orçamento inicial dos itens mais indispensáveis.
Não é seguro fazer esta mudança apenas com dinheiro para o mínimo. Quem mora sozinho precisa ter uma reserva de emergência para imprevistos, como consertos no imóvel ou até um problema de saúde.
Confronte a sua renda mensal com o valor orçado para morar sozinho. Especialistas indicam que os gastos fixos e essenciais não devem ultrapassar 50% da renda mensal.
Os gastos de morar sozinho sempre vão depender do estilo de vida de cada um, mas é possível ter uma ideia de acordo com alguns levantamentos.
Segundo uma simulação do planejador financeiro Tiago Almeida, feita para o portal E-Investidor, seria necessário ter uma renda líquida de R$ 5.137,88 por mês para manter uma boa qualidade de vida no país.
O cálculo tomou como base valores médios de despesas básicas dos brasileiros em 2024, como aluguel, alimentação, transporte e contas de consumo (luz, água e internet). O especialista ainda prevê uma reserva para lazer e imprevistos como parte essencial deste planejamento.
Segundo a pesquisa da Serasa “Custos de vida do brasileiro”, realizada em 2026 em parceria com o Opinion Box, entre as pessoas entrevistadas o custo mensal é de R$ 3.520 e quase 60% dos recursos estão destinados a compras de supermercado, contas recorrentes e gastos com moradia.
Custos médios por mês:
de moradia (aluguel, condomínio, financiamento)
de compras no supermercado
de contas recorrentes (água, luz, internet etc)
Fonte: dados da pesquisa “Custos de vida do brasileiro”, realizada pela Serasa em parceria com o Opinion Box em dezembro de 2025 e janeiro de 2026. 6.063 pessoas entrevistadas.
Para Aline Vieira, especialista em Educação Financeira da Serasa, dividir o orçamento nesses três grupos — moradia, contas recorrentes e supermercado — é o primeiro passo antes de qualquer mudança.
"Quem simula esses três blocos separadamente consegue enxergar com clareza se a renda atual sustenta a decisão de morar sozinho, ou se é preciso ajustar o momento da mudança", afirma a especialista.
Viver com cerca de um salário mínimo (R$ 1.621) não é impossível, mas exige um controle rigoroso das finanças. Neste caso, o ideal é dividir a moradia com a família, amigos ou alugar um quarto, já que o aluguel costuma ser um dos principais gastos do orçamento mensal.
Isso ocorre porque existe uma defasagem entre o valor do salário mínimo e o custo de vida real. De acordo com dados de junho de 2026 do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 8.110,92.
Leia também | Como economizar gás de cozinha e reduzir o gasto mensal
A cesta básica é um conjunto de produtos considerados essenciais para a sobrevivência. É um conceito usado para medir o custo de vida, e não se refere necessariamente ao fardo com vários itens vendido pelos supermercados.
Confira abaixo o valor médio da cesta básica nas capitais mais populosas do país em junho de 2026 – a pesquisa é feita mensalmente pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
Fonte: Análise Mensal da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pelo DIEESE em junho de 2026.
Essa resposta depende da sua capacidade financeira e do seu momento de vida. O aluguel é ideal para quem ainda está fortalecendo a independência e também para quem precisa ter flexibilidade.
Quem está com a vida financeira mais estabilizada pode considerar financiar um imóvel, mesmo morando sozinho. A casa própria é indicada para quem não tem planos de mudar de cidade em breve, e tem estabilidade para poder arcar com as parcelas. Dessa forma, em vez do aluguel, paga-se mensalmente uma parcela do financiamento, o que constrói patrimônio ao longo do tempo.
| Quando é melhor alugar | Quando é melhor comprar |
|---|---|
| Ganhos mensais variáveis. | Finanças mais estáveis. |
| Possibilidade de mudar de cidade por questões profissionais. | Vida estabelecida em uma cidade. |
| Sem reserva financeira para dar entrada em um imóvel. | Há a possibilidade de usar o saldo do FGTS como entrada. |
Este é o principal planejamento para quem está organizando a vida para morar sozinho. A moradia corresponde a um dos principais gastos mensais e o processo para alugar um imóvel tem exigências.
| Direitos | Deveres |
|---|---|
| Ser indenizado pelas benfeitorias consideradas necessárias. | Pagar o aluguel em dia. |
| Devolver o imóvel sem multa se houver transferência de emprego a outra cidade. | Realizar pequenos reparos. |
| Aviso de pelo menos 30 dias de antecedência para desocupar o imóvel (após o tempo de contrato). | Respeitar as regras do condomínio. |
| Devolver o imóvel nas mesmas condições. |
Leia também | Quem mora de aluguel precisa de seguro residencial?
O Serasa Score é a pontuação de crédito do consumidor, que indica para o mercado as chances de uma pessoa pagar as contas em dia. Esse é um dos fatores usados pelas imobiliárias na hora de avaliar o perfil de crédito do locatário.
Não existe um Score mínimo definido para autorizar o contrato de aluguel, mas a partir de 500 pontos pode-se considerar que há boas chances de aprovação.
Confira os critérios na análise de aluguel considerados pelas imobiliárias:
Pontuação de crédito.
Consultas aos órgãos de proteção ao crédito, como a Serasa.
Ações judiciais.
Comprovante de renda.
O tempo da análise de crédito pode variar conforme a imobiliária e as exigências de contrato. Se os documentos estiverem todos corretos, a avaliação pode levar alguns dias úteis – mas geralmente não ultrapassa o prazo de uma semana.
O nome limpo não é uma regra para poder alugar uma casa, mas é altamente recomendado. O ideal é sempre zerar as dívidas e limpar o nome antes de morar sozinho e bancar as contas da casa.
Entretanto, existem alternativas para alugar com nome negativado. Ao apresentar um fiador com bom histórico de crédito ou um valor como caução pode ser possível fechar o contrato.
De forma geral, os bancos têm as seguintes exigências para quem quer comprar imóvel sozinho:
Ter no mínimo 18 anos.
Parte do valor do imóvel como entrada.
Estar com o nome limpo.
Comprovação de renda compatível com a parcela.
A Caixa não determina uma renda mínima para poder solicitar um financiamento. A regra do banco é que a prestação não ultrapasse 30% da renda bruta da família.
No programa Minha Casa, Minha Vida, o valor máximo do imóvel varia conforme a renda. Conheça as faixas:
| Faixa | Renda familiar mensal | Valor máximo do imóvel |
|---|---|---|
| 1 | Até R$ 3.200 | R$ 275.000 |
| 2 | De R$ 3.200,01 a R$ 5.000 | R$ 275.000 |
| 3 | De R$ 5.000,01 a R$ 9.600 | R$ 400.000 |
| 4 | De R$ 9.600,01 a R$ 13.000 | R$ 600.000 |
Conheça os passos necessários para simular e finalizar um financiamento:
Escolha do imóvel
Pesquise e determine o apartamento que deseja comprar.
Simulação em diferentes bancos
É fundamental fazer simulações em diferentes instituições e comparar taxas, condições e prazos de pagamento.
Análise de crédito
Com o banco escolhido, é hora de apresentar os documentos exigidos e aguardar a análise de crédito. A instituição avalia a documentação do imóvel e a capacidade de pagamento do comprador.
Avaliação do imóvel
O banco faz uma vistoria técnica e avalia o valor de mercado do apartamento.
Assinatura do contrato e registro
Se for aprovado, é feita a assinatura do contrato de financiamento, que deve ser registrado no Cartório de Registro de Imóveis.
Início das parcelas
O banco paga o valor do imóvel ao vendedor e o comprador assume o compromisso de quitar as parcelas do financiamento.
De forma geral, os bancos exigem cerca de 20% do valor do imóvel para aceitar o financiamento. Vale lembrar que as instituições que operam dentro do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) permitem o uso de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como entrada.
O FGTS é aceito no financiamento de bancos como Caixa, Itaú, Banco do Brasil, Bradesco e Santander.
Os financiamentos são divididos em duas categorias principais de sistema de crédito:
Sistema Financeiro de Habitação (SFH)
É o sistema mais abrangente, faz parte da política habitacional brasileira e tem condições e limite de juros regulados pelo governo. Para imóveis até R$ 1,5 milhão.
Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI)
Para financiamentos que não se enquadram nas regras do SFH e imóveis de alto valor. Não há limite de juros e as instituições têm mais liberdade para determinar as regras da negociação.
Financiar 100% de um apartamento não é impossível, mas as opções são limitadas. A Caixa, por exemplo, autoriza em alguns casos o financiamento do valor total de imóveis adquiridos em leilão, por exemplo.
No caso de apartamentos na planta, geralmente o parcelamento feito junto à construtora é mais flexível e o pagamento da entrada pode ser facilitado.
Confira alguns dos itens essenciais para morar sozinho, e lembre-se que eles não precisam ser todos novos: vale conferir o que pode ser doado pela família e buscar ofertas de itens usados.
Fogão: item essencial da cozinha. Mudar-se sem ter onde cozinhar pode elevar muito os gastos em um momento que deveria ser de contenção.
Geladeira: outro item indispensável para evitar desperdícios e garantir a conservação dos alimentos. Busque modelos mais compactos, que são mais baratos.
Liquidificador: é o eletrodoméstico mais versátil para começar a equipar a cozinha. Bate sucos, sopas e até massa de bolo.
Micro-ondas: por deixar a vida na cozinha mais prática, pode ajudar a reduzir o desperdício e reaproveitar o que já está pronto na geladeira.
Máquina de lavar: apesar de ser um item caro, o custo-benefício ao longo dos anos compensa em comparação ao uso de lavanderias self-service.
Sofá ou poltrona: outro item que pode ser herdado de algum familiar. Se o dinheiro estiver curto nessa fase, existem alternativas “faça você mesmo”, como o sofá de pallet.
Televisão: este costuma ser um item essencial na sala do brasileiro, entretanto é um dos mais caros. Se o orçamento não permitir, considere acompanhar suas séries pelo computador por um tempo ou comprar um miniprojetor.
Rack: quem optar pela televisão precisa posicioná-la em um lugar seguro. Alguns modelos permitem ser pregados na parede, o que torna o rack menos necessário.
Mesa e cadeiras: a mesa pode até ser dispensada se a casa já tiver uma bancada – nesse caso, banquetas podem suficientes. Para trabalha em home office, a mesa é essencial, e o espaço de escritório pode se revezar com o de refeições no começo.
Cama e colchão: descanso é prioridade. Se inicialmente só der para comprar o colchão, a estrutura da cama ou a cabeceira para a cama box podem ser compradas mais adiante, quando as contas se equilibrarem.
Guarda-roupas ou araras: quem não puder investir em um armário pode optar por araras, que são consideravelmente mais baratas.
Se a pessoa atender aos limites de renda dos programas sociais, sim. Pessoas que moram sozinhas podem se cadastrar como família unipessoal no Cadastro Único. Entre os principais benefícios que podem ser acessados estão o Bolsa Família, a Tarifa Social de Energia Elétrica e o Gás do Povo (auxílio-gás).
A organização das finanças é um passo essencial para quem decide morar sozinho e busca manter a independência financeira. No Serasa Ensina, canal da Serasa no YouTube, a série "Como Morar Sozinho" reúne vídeos com dicas práticas para planejar a mudança e organizar os gastos da nova rotina.
O canal da Serasa no WhatsApp traz, toda semana, conteúdos para descomplicar a educação financeira, proteger seu dinheiro, evitar fraudes e acompanhar novidades que impactam diretamente o seu bolso.
Conteúdo assinado por: Aline Vieira
Especialista em Educação Financeira da Serasa, Aline lidera a criação de conteúdos e coordena pesquisas sobre o comportamento financeiro dos brasileiros, transformando dados em informações claras e acessíveis. Com experiência em comunicação, marketing e estratégia digital, acredita que informação de qualidade é a base para que mais pessoas façam escolhas conscientes e construam uma relação mais saudável com o dinheiro.
Especialista em Educação Financeira da Serasa, Aline lidera a criação de conteúdos e coordena pesquisas sobre o comportamento financeiro dos brasileiros, transformando dados em informações claras e acessíveis. Com experiência em comunicação, marketing e estratégia digital, acredita que informação de qualidade é a base para que mais pessoas façam escolhas conscientes e construam uma relação mais saudável com o dinheiro.
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